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Matéria publicada em 04/11/2016.

GT Agrotóxicos analisa projeto de pesquisa para identificar resíduo de agrotóxico na água e comida

gt reuniao GT Agrotóxicos analisa projeto de pesquisa para identificar resíduo de agrotóxico na água e comida

 Um projeto de pesquisa para identificar a presença de resíduos de agrotóxicos na água, frutas e verduras foi apresentado, nesta quinta-feira (03/11) no auditório do CEREST Missões, em Ijuí, durante reunião do Grupo Macrorregional sobre os Impactos dos Agrotóxicos na Saúde do Ambiente (GT Agrotóxicos). O projeto de pesquisa Determinação de resíduos de agrotóxicos, exposição ocupacional e danos à saúde humana em trabalhadores rurais, foi apresentado, em detalhes, pela coordenadora do projeto e pesquisadora da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unijuí), Eniva Miladi Fernandes Stumm.

 O projeto se propõe a analisar a presença de resíduos de agrotóxicos em amostras de água, frutas e verduras, como laranja, tomate, alface e pimentão, em pontos de vendas localizados nas cidades de Ijuí, Santa Rosa, Santo Ângelo e Cruz Alta. A pesquisa abrangeria 79 municípios gaúchos, do âmbito do Centro Regional de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) Missões e Fronteira Noroeste. O projeto prevê a participação voluntária de aproximadamente 460 famílias de agricultores, usuários de agrotóxicos. As análises bioquímicas seriam feitas no Laboratório de Ensaio Biológico (LEBio), da Unijuí.

 Este planejamento foi pensado por uma equipe técnica multidisciplinar, formada pela Unijuí, Cerest, Universidade de Cruz Alta (Unicruz) e Universidade Federal da Fronteira Sul - campus Cerro Largo.

 A expectativa dos pesquisadores é ver a proposta sair do papel, para tanto, torcem para que ele seja aprovado, na íntegra, pelo Ministério da Saúde. Contudo, a professora da Unijuí, Francesca Werner Ferreira, que também ajudou a elaborar o projeto, não descarta a possibilidade de envolver outras instituições financiadoras, como o Ministério Público Federal do Trabalho. Mas, antes, o projeto será avaliado pelo Fórum Gaúcho de Combate aos Agrotóxicos, que definirá para onde vamos encaminhá-lo. O projeto está estimado em mais de um milhão de reais.

 No dia 08 de dezembro, o GT Agrotóxicos voltará a se reunir. De acordo com a coordenadora do GT, assistente social Iara Kantorski, as entidades que participam do grupo irão avaliar o trabalho realizado durante o ano e projetar metas para o ano de 2017.