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Matéria publicada em 09/11/2012.

Prevenção e Combate a Surdez em foco no Cerest

O ruído já faz parte do dia a dia de todas as pessoas. No dia 10 de novembro é comemorado o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez. O Centro Regional de Referência em Saúde do Trabalhador da Macrorregião Missioneira (Cerest Ijuí) volta suas ações para esse cuidado ao longo de todo o ano.  A Perda Auditiva Induzida por Ruído (PAIR) é um dos problemas de saúde relacionados ao trabalho de maior incidência em todo o mundo e uma das grandes preocupações da entidade.

A exposição a ruídos se inicia cada vez mais cedo. Segundo a Fonoaudióloga do Cerest, Elisa Bezerra, é possível observar em gestantes que trabalham expostas a níveis elevados de ruído, desde lesões auditivas irreversíveis no feto até problemas na gestação como a hipertensão e o parto prematuro. “Caso necessite de incubadora, o bebê ficará exposto a níveis de pressão sonora de aproximadamente 61dB(A), que pode atingir até 130 ou 140dB(A) dependendo dos tratamentos realizados, o que é muito alto”, afirma. De acordo com estudos divulgados pela Secretaria de Atenção à Saúde, em casa, a criança tem ao seu redor brinquedos que chegam a atingir 100dB(A) e eletrodomésticos que produzem ruídos de igual intensidade. Na escola, onde permanece em média quatro horas por dia, o ruído pode chegar até 94,3dB(A) com a média de 70dB(A). Já os adolescentes acrescentam a essa exposição seus hábitos de lazer (motocicleta, danceterias, mp3 players) e o ruído urbano. Ao entrar na fase adulta, o sujeito poderá passar de 8 a 12 horas por dia exposto a elevados níveis de pressão sonora em seu ambiente de trabalho.

Atualmente, estima-se que 25% da população trabalhadora exposta a ruídos seja portadora de PAIR em algum grau, segundo pesquisas reconhecidas pelo Ministério da Saúde. Essa lesão auditiva é extremamente comum em diversos ramos de atividade nos quais a exposição a ruído é intensa e continuada como, por exemplo, em indústrias, transportes, gráficas, mineração, construção civil, agricultura entre outros.  “O nível elevado de ruído no ambiente de trabalho torna-se ainda mais perigoso quando tem seus efeitos combinados com outros fatores de risco, como produtos químicos e vibração”, afirma Elisa. Entre os sintomas gerados por PAIR, estão: dificuldade de compreensão da fala, zumbido e intolerância a sons intensos. O trabalhador pode apresentar ainda outras queixas como cefaléia, tontura, irritabilidade e problemas digestivos entre outros.

O diagnóstico do trabalhador exposto a ruído é realizado através de avaliação clínica e ocupacional. Conforme a Fonoaudióloga explica, o exame da audiometria é o mais indicado para avaliar a audição, por razões técnicas e legais. “É um exame subjetivo, mas que tem se revelado útil e confiável no acompanhamento dos trabalhadores, permitindo monitorar a progressão das perdas auditivas e avaliar a eficácia das medidas de proteção tomadas e a necessidade de aplicação de outras. A prevenção da PAIR se faz principalmente pela melhoria dos ambientes de trabalho, com a eliminação ou controle rigoroso dos riscos existentes ou paralelamente devem ser implantadas medidas de proteção individual (uso de equipamentos de proteção individual plug ou concha)”. Ações educativas junto aos trabalhadores e empregadores, para que compreendam a dimensão do problema e as formas de evitá-lo, são alternativas buscadas pelo Cerest. “A melhor forma de prevenção é a informação”, aponta Elisa.